Poema | Montes e Vales
- 19 de dez. de 2017
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Montes e vales podem declarar
A experiência do inexplicável antagonismo
Entre o suprassumo e a decadência
Quando em picos de alegria e tristeza
Em uma jorna constante, sem propósito
Tudo se torna extremamente cansativo
Pelos longos passos de vulnerabilidade
Aos que se encontram perdidos
Em subidas e descidas de uma lida sem fim
A esperança se encontra no olhar da Luz
Luz que transcende através do sol
Que reluz em chamas de amor
Como um fogo que queima toda apatia
Que destrói toda dor, e esquece o desamor
De um caminhar sem companhia
Luz que vai além
do meio dia no cume do monte
Luz que se encontra
até nos mais profundos vales
Que se faz presente
nas peregrinas noites de uma escalada
Luz que ilumina dentro
Independente das trevas que os cerca
Ilumina os tempos frios e assombrosos
Que se sente em seu lar em dias de beleza e calor
A Esperança não se importa em nada além de iluminar
Quem triste se encontra a chorar, á espera de um amparo
Mas não há porque chorar, nenhum mau te assolará
Se a tua fé, na Luz presente dentro de si, persistir
Poderás caminhar e não se cansar
Comerás todo dia do prazer de estar carregando O que está a ti carregar
Continua a jornada de caminhar, os montes e vales seguem a se contrastar
Mas perigo algum há, vulnerável e dependente só da Esperança
Ela, que é Luz que não se aparta
O equilíbrio foi descoberto no amor que não fere
Amor que não se mede, alegria dos que o encontraram
Pouco sabem eles, que quem os encontrou foi o Ser Amar




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